Cooperativas | Colônia Holandesa

Cooperativas

Nos primeiros anos pós-guerra, um cenário de incertezas e falta de terras disponíveis na Europa motivou, em 1951, imigrantes holandeses a se estabelecer no Paraná, às margens do Rio Iapó, região dos Campos Gerais.

Em uma área original de 5.000 hectares, nasceram a Colônia e a Cooperativa Agropecuária Castrolanda, singela união do nome do município de Castro ao País de origem.

Com a chegada das famílias holandesas veio também uma infra-estrutura – gado leiteiro, tratores, implementos e equipamentos para uma indústria de laticínios – apoiada em estudos e pesquisas da Central de Imigração da Holanda.

O desenvolvimento da Castrolanda foi possível através de muita persistência e trabalho árduo dos pioneiros, que permitiram a superação da difícil fase de adaptação ao Brasil, como doenças desconhecidas no gado e a falta de assistência técnica. Começar do zero não foi fácil, mais a maioria dos imigrantes enfrentou com coragem – e até com bom humor – as dificuldades iniciais.

O exemplo de imigração em grupo, bem planejada e bem sucedida; o dinamismo criativo e empreendedor; a diversificação de atividades, e a preocupação constante com a preservação do meio ambiente são fatores de progresso e bem-estar para os associados e seus familiares, colaboradores e comunidade de Castrolanda para o cumprimento da missão da Cooperativa.

A criação, em 1954 da Cooperativa Central de Laticínios do Paraná, - com a qualidade inigualável dos produtos Batavo – possibilitou o impulso à produção pecuária de leite e de carnes. Para capitalização da Central, o Grupo ABC firmou alianças estratégicas com as empresas Parmalat e mais recente com a Perdigão, participando da gestão da Batávia S/A. A Castrolanda, atendendo a seus interesses estratégicos optou por deixar a sua participação na Batávia S.A., para investir na sua própria indústria de processamento de leite.

A visão estratégica de investir em pesquisa e desenvolvimento agropecuário, desde o início, primeiramente através da CCLPL e posteriormente como Fundação ABC foi um diferencial competitivo importante. Considerada como uma instituição de pesquisa exemplar, a Fundação ABC, mantida pela Castrolanda juntamente com as cooperativas Batavo e Arapoti, aplica as mais avançadas técnicas agronômicas e pecuárias, além de suporte econômico, fruto de investimentos maciços em geração de conhecimento e avanço tecnológico. O resultado do trabalho influenciou toda a região dos Campos Gerais, considerada hoje como uma das regiões técnicamente mais desenvolvidas, servindo inclusive de modelo a nível nacional e internacional.

A gestão da cooperativa passa por constantes mudanças. Nos últimos anos, aproveitando o bom desempenho da economia e do agronegócio brasileiro e conquistas do sistema cooperativista, a cooperativa implantou reformas profundas nas suas estruturas e introduziu um programa de planejamento participativo, que envolveu programas de profissionalização da sua gestão e dos seus produtores, planos de capitalização e de monitoramento pelo próprio sistema.

A Cooperativa considera um processo de planejamento participativo por que é conduzido por lideranças, dirigentes e gerentes. O grupo passou a nortear as principais diretrizes estratégicas, monitorando os resultados através de encontros anuais de avaliação. O foco sempre foi a agregação de valor ao cooperado, mantendo-se o desenvolvimento sustentável da cooperativa, tudo isso preservando os valores da sua cultura, tais como: ética, comprometimento, criatividade, valorização das pessoas, liderança, união e transparência.

Segundo o pensamento da organização, a transparência gera a fidelidade do associado, tão importante à manutenção dos negócios. Faz parte dessas práticas de fidelização do cooperado o planejamento envolvendo as lideranças, discussão de orçamentos, definição de investimentos, apresentação de resultados e prestação de contas dos atos da administração. Fundamental também é o processo de comunicação que a cooperativa estabelece com os seus associados, disponibilizando o acesso irrestrito e em tempo real aos dados e informação de negócios via internet e celular. Nesse campo a cooperativa foi pioneira e premiada por grandes instituições e empresas nacionais e multinacionais. A cooperativa mantem livre acesso dos associados às pessoas que tomam decisões com criação inclusive de canais de participação na gestão. A tudo isso chama de “Cultura da Transparência”.

Sustentabilidade, nas suas três esferas: econômica, social e ambiental, foi a tônica da gestão. Neste período a cooperativa cresceu horizontalmente e verticalmente, tudo de acordo ao planejado, ciente da sua responsabilidade social, respeitando o meio ambiente, procurando estimular cada vez mais o uso de energias renováveis. Atualmente, o S.G.I. (Sistema de Gestão Integrada) permite o gerenciamento integrado das áreas de segurança, meio ambiente e qualidade.

A Castrolanda é uma organização que sempre busca se adaptar aos movimentos de mercado, porém nunca se esquecendo dos interesses dos seus Cooperados. O desafio é agir com total postura empresarial mantendo-se como cooperativa.

Em 1911 as primeiras famílias holandesas se  estabeleceram na região dos Campos Gerais. Vieram à procura de trabalho e se engajaram  no plano de colonização estabelecido pela Brazil Railway Company, que vendia  terrenos a colonizadores, com um prazo de dez anos para pagar. O contrato de  trabalho incluía uma casa de morada, dois bois, um arado, seis vacas leiteiras,  sementes e adubo. Coube a esses pioneiros, em 1925 uma das primeiras  iniciativas de criar uma cooperativa de produção no Brasil, com sete sócios e  uma produção leiteira de 700 litros/dia, produzindo manteiga e queijo que eram  comercializados em Ponta Grossa, Castro, Curitiba e São Paulo. Isso só foi possível  graças à união das quatro fabriquetas existentes, originando a Sociedade  Cooperativa Holandesa de Laticínios.

Três anos depois, a sociedade deu origem à marca Batavo, que hoje é conhecida nacionalmente no ramo de laticínios e frios. A partir de 1943, com a chegada de novos imigrantes, o quadro social da cooperativa se expandiu e iniciou-se o processo de diversificação da produção pecuária e a introdução da cultura mecanizada. Em 1951, o setor de laticínios transformou-se na Cooperativa Central de Laticínios – CCLPL – hoje BRF - Brasil Foods S/A.

Desde então, a Cooperativa focalizou apenas a produção agropecuária, buscando atender ao seu quadro social na comercialização, aquisição de insumos e assistência técnica, a fim de que o produtor pudesse centralizar sua atenção na produção.

Desde a sua fundação, descendentes europeus e brasileiros fazem da Frísia um modelo de cooperativismo no país.

Em Carambeí está localizado o Parque Histórico da cidade, que preserva toda a história e cultura da colonização holandesa do município. O parque faz parte do projeto que visa à comemoração do centenário da imigração holandesa.

Acesse o link e confira este novo conceito de museu para o turismo:  www.parquehistoricodecarambei.com.br .

A Capal Cooperativa Agroindustrial, foi fundada em setembro de 1960, por 21 sócios, todos de nacionalidade holandesa. Já em 1966, o número de associados aumentou para 55, sendo que 5 deles eram brasileiros. 

Em 1973 aconteceu a maior integração, pois a partir desse ano, 2 associados brasileiros foram eleitos para compor a diretoria da cooperativa. Sendo assim adotado nas reuniões o idioma português, pois até então era usado o holandês. 

Os holandeses partilharam o know-how trazido da Holanda e os brasileiros contribuíram com o conhecimento do clima e relevo da região, além de sua influência, tanto social como política, que facilitava os contatos com autoridades locais e governo. 

Essa união deu tão certo, que a partir daí a Capal iniciou um grande crescimento tornando-se referência da agropecuária da região e posteriormente do país. 

O espírito empreendedor fez a Capal crescer e em 1976, pensando na expansão e com visão de futuro criou o entreposto de Itararé-SP e neste mesmo ano foi construída uma Fábrica de Rações, para atender os pecuaristas, fornecendo ração de alta qualidade. 

Em 1985 procurando melhor atender o associado e a comunidade, criou o Posto de Combustíveis, oferecendo comodidade e melhor preço.

  Hoje a Capal está em franca expansão, investindo em tecnologia, capacidade e principalmente em qualidade.